segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cura pela Hipnose

A antiga técnica, que não é mais vista como show circense, tem auxiliado cada vez mais no tratamento de males modernos.  
Por Rachel Martinho

Esqueça de uma vez a imagem de uma pessoa olhando para um pêndulo em movimento e, em seguida, passando por boba ao imitar animais. Isso não existe. Ou melhor, se existir, não acredite, pois não se trata de hipnose. Como explica Jarbas Delfino dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, a técnica não é fantasia e há tempo foi considerada assunto sério pela medicina, auxiliando em vários tratamentos, desde fobias, até depressão e obesidade.

 
Segundo Odair José Comin, psicólogo e diretor do Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose, a ansiedade é um dos principais motivos que levam uma pessoa a buscar a ajuda da hipnose. "Cerca de 90% dos pacientes apresentam algum grau de ansiedade. A maioria já tentou tratar de diversas outras formas, antes de chegar à técnica", diz.
Primeira Sessão
Muitos psicólogos, que antes usavam apenas a psicoterapia convencional, passaram a adotar a hipnose como parte do tratamento. Sem dúvida a técnica pode acelerar o processo terapêutico, pois favorece a abertura do inconsciente e deixa o paciente bem mais predisposto a receber minhas observações, que chegam até ele com um impacto maior", conta Odair Comin.
Na primeira sessão, o profissional procura recolhera maior quantidade possível de dados sobre o paciente. "Fazemos uma anamnese. Conhecer os medos da pessoa antes de começar o trabalho", diz Comin.
Na cadeira do Dentista
O pavor do barulhinho dentário ou medo de sentir dores durante o tratamento de dente levou muitos profissionais da área a aprenderem técnicas de hipnose para relaxar seus pacientes. "Imagine que você está explodindo de dor de cabeça. Ao ver que seu filho sofreu um acidente, imediatamente toda sua atenção estará voltada para socorrê-lo e você esquece completamente a dor. É isso o que a hipnose faz. Desvia a atenção para outro sentimento. Um dentista busca mudar o foco da pessoa para outra emoção que não a da dor que a atormenta", explica o hipnoterapeuta Odair José Comin.
 Fonte: Publicado na Revista Pense Leve
Grupo 1 Editora – Ano: 14 - Edição nº 168 - Junho de 2006.

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