domingo, 26 de dezembro de 2010

Cientistas desenvolvem anti-inflamatório à base de óleo natural extraído da copaíba.

Óleo da copaíba. Também conhecido como bálsamo de copaíba, o óleo de copaíba é obtido da copaibeira, árvore amazônica que chega a 45 metros de altura, por meio de uma incisão no tronco, do qual escorre em forma de resina.

Está em desenvolvimento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP um anti-inflamatório proveniente do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o Brasil, mas com maior concentração na Amazônia.

O professor Osvaldo de Freitas, coordenador da FCFRP, explica que mesmo após comprovada a capacidade anti-inflamatória, há muitos passos antes de produzir algo que possa ser comercializado.

– Medicamento é diferente de remédio. Como remédio, o óleo de copaíba já é usado, mas medicamento precisa passar por vários testes científicos, ser registrado pela Anvisa –, diz.

O óleo-resina de copaíba é um óleo muito difundido no Brasil e pode ser encontrado à venda em quase todas as feiras livres, mercados populares, ervanários e farmácias de produtos naturais de todo o país. Ele é utilizado na medicina popular como cicatrizante, antiinflamatório, no tratamento de bronquites e doenças de pele. Já na indústria é utilizado principalmente como fixador para perfumes e como solvente para tintas e vernizes (Wikipédia).

Formas de obtenção

O óleo-resina de copaíba é obtido de diversas espécies de árvores do gênero Copaifera (Caesalpiniaceae, Leguminosae), onde é extraído, geralmente, por meio de incisões ou perfurações no caule. A extração do óleo se dá basicamente de três formas:
  • Extração tradicional - É a extração realizada através de uma abertura do tronco da árvore realizada com machado, que praticamente inutiliza a planta e desperdiça grandes quantidades de óleo. A descrição de Le Conte (1927) sobre esse processo resume tudo: para extração emprega-se um processo grosseiro, que consiste em abrir a árvore com o machado até o seu âmago, e a árvore quando não morre, nunca mais fornece outra colheita.
  • Extração total - É a obtenção do óleo a partir das grandes derrubadas, onde as árvores são abatidas e abertas para extração total de seu óleo, a madeira é vendida ou simplesmente queimada para dar lugar aos roçados.
  • Extração racional - É a realizada com a utilização de um trado, com o qual se faz um pequeno orifício no tronco da árvore, buscando atingir o seu veio, vedando em seguida o canal de extração. Para obtenção do óleo, é inserido ao orifício no tronco um cano com uma mangueira que conduz o óleo a um recipiente. Após a produção, o pedaço de cano é vedado com uma rosca e permanece no tronco para facilitar futuras extrações.

Composição química

Quimicamente, o óleo-resina de copaíba pode ser definido como uma solução de diterpenos ácidos em um óleo essencial constituído majoritariamente por sesquiterpenos. Do ponto de vista biológico, é um produto de excreção ou desintoxicação do organismo vegetal, e funciona como defesa da planta contra animais, fungos e bactérias.
 


Copaíba

Uso tradicional

A copaíba é incrivelmente poderosa, um antibiótico da mata, que já salvou vidas de muitos caboclos e índios seriamente feridos. Em algumas regiões, o chá da casca é bastante utilizado como anti-inflamatório. Em Belém, a garrafada da casca está sendo utilizada como substituto do óleo de copaíba. Isto porque é cada vez mais difícil encontrar o óleo. A casca entra na composição de todos os lambedores ou xaropes para tosse. Nos Andes do Peru, o óleo de copaíba é utilizado para estrangúria, sífilis e catarros. 

Áreas beneficiadas pelo óleo: Acne, espinha, aftas, estomatites, alcoolismo, alergia respiratória, amidalite, anemia, azia, má digestão, artrite, artrose, asma, aumento de força muscular, bronquite, bursite, câimbra, câncer, caspa e seborréia, celulite, ciática, cirrose, cistos, coceiras, colesterol, cólicas, depressão, derrame, desinteria, diabetes, distúrbios emocionais, doenças da próstata, dores, envelhecimento precoce, estrias, excesso de peso, febre, feridas, frieiras, furúnculos, gases, gengivite, gastrite, gota, hemorragias, herpes, hipertensão, hemorróidas, impotência sexual, infarto, inflamações em geral, intestino preso, insônia, leucorréia, mau hálito, mau odor dos pés, micoses em geral, mioma, náuseas, obesidade, pedras nos rins, psoríase, queda de cabelo, reumatismo, sintomas de menopausa, tensão pré-menstrual, tosses, tumores em geral, úlceras, varizes, vermes, verrugas, vitiligo, queimaduras.

Previne mais de 70 doenças porque elimina as impurezas e toxinas que prejudicam nosso organismo.
 
Modo de usar:
Ingerir via oral ou passar no local:
1ª semana: uma gota após o café da manhã
2ª semana: duas gotas após o café da manhã, duas gotas após o almoço
3ª semana: três gotas após o café da manhã, três gotas após o almoço, três gotas após o jantar.

A compra de produtos naturais como o óleo da copaíba e a escolha por alimentos saudáveis não são mais preocupações exclusivas dos considerados “naturebas”. A filosofia do bem-estar e da longevidade ganha cada vez mais seguidores no Brasil.

A prova disso é um estudo realizado pela Euromonitor International no ano de 2010, o qual mostra que o consumo de alimentos e outros produtos saudáveis no País praticamente dobrou nos últimos cinco anos, registrando um aumento de 82%. O setor que movimentava R$ 8,5 bilhões em 2004 passou para R$ 15,5 bilhões em 2009. E a boa notícia não para por aí: os números devem chegar a R$ 21,5 bilhões até 2014. A pesquisa considerou os produtos diet e light, funcionais, orgânicos e fortificados, além dos específicos para certos tipos de intolerância alimentar. 

Referências gerais

:: Reportagem do globo repórter exibida em 21/11/03, Wikipédia, Correio do Brasil, AmazonLink.

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